Por: Leonardo Koch | 11/10/2017

Dois homens foram condenados na tarde desta terça-feira (10) pelo Tribunal do Júri em Jaraguá do Sul. Após sete horas, os jurados decidiram  pela condenação dos dois acusados pelo assassinato de Jhonstam Gumz, 26 anos, morto com um tiro na cabeça no ano passado.

Derli José Pedroso, vulgo Cebola, foi condenado a 16 anos por homicídio qualificado, por utilizar instrumento que impossibilitou a defesa da vítima. Jhonison Fernando Rodrigues Fogaça foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão pelo mesmo crime, mas com redução da pena pela participação de menor importância nos fatos. Ambas as penas serão cumpridas em regime fechado. A dupla já estava cumprindo pena por tráfico de drogas e associação ao tráfico há pouco mais de um ano e três meses no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

A sessão foi realizada no Fórum foi presidida pela juíza Anna Finke Suszek. A acusação foi feita pelo promotor de Justiça Márcio Cota. A defesa realizada pelos advogados Diego Bayer e Robson Ehlert.

Na sessão, estavam presentes estudantes de direito e alguns parentes de Fogaça. Derli mostrava-se triste enquanto ocorria o julgamento. Enquanto a acusação focou na falta de possibilidade de defesa da vítima ante o disparo de arma de fogo feito por Derli, a defesa citou que o acusado agiu em legítima defesa, pois Jhonstam, enquanto caminhava para falar com o assassino, realizou um movimento que foi interpretado como o de sacar algum objeto.

Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 20 de junho de 2016, por volta das 20 horas, na casa da vítima, localizada na rua José Vicenzi, no bairro Santo Antônio. Os dois acusados chegaram no local em duas motocicletas. Jhonison ficou dando guarida para o assassino. Se passando por amigo da vítima, Derli pediu para chamar Jhonstam. Quando ele apareceu, o acusado sacou um revólver, atirou no rosto de Gumz e atingiu o olho da vítima. Jhonstam morreu após 20 dias internação em um hospital de Rio Negrinho.

De acordo com o depoimento de um policial civil, Derli já estava sendo investigado por tráfico de drogas na época do crime. De acordo com o agente, a motivação do crime foi o fato de Jhonstam ter agredido uma menina. Pedroso teria se vingado de Gumz cometendo o homicídio.